
Em entrevista a jornalistas enquanto voltava para Roma, o pontífice elogiou a decisão histórica de 2023, mas afirmou que o Vaticano não pretende ampliar esse tipo de bênção.
“Para ir além disso hoje, acho que o assunto pode causar mais desunião do que unidade”, disse. Francisco, que morreu em 2025 após 12 anos à frente da Igreja, autorizou que padres dessem bênçãos informais a casais do mesmo sexo, fora de rituais e de forma individual.
Ao ser questionado sobre o plano do cardeal alemão Reinhard Marx de formalizar as bênçãos na própria diocese, Leão não citou o religioso diretamente, mas lembrou que o Vaticano já orientou a conferência episcopal alemã a não criar rituais para esse tipo de prática.
“A Santa Sé deixou claro que não concordamos com a bênção formalizada de casais”, afirmou. O papa também disse que a unidade da Igreja, que reúne cerca de 1,4 bilhão de fiéis, não deve se concentrar apenas em questões de ética sexual. “Temos a tendência de pensar que quando a Igreja está falando sobre moralidade, que a única questão de moralidade é sexual”, disse ele.