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Tubaronense envolvido nos atos golpistas de 8 de janeiro se torna 1º condenado a ter refúgio político na Argentina

A decisão foi tomada pela Comissão Nacional para Refugiados (Conare) da Argentina

Publicada em 10/03/26 às 23:22h - 49 visualizações

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Tubaronense envolvido nos atos golpistas de 8 de janeiro se torna 1º condenado a ter refúgio político na Argentina
Joel Borges Correa conseguiu refúgio político na Argentina  (Foto: Reprodução)

O morador de Tubarão Joel Borges Correa tornou-se o primeiro brasileiro condenado pelos atos antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023 a conseguir refúgio político na Argentina nesta terça-feira, dia 10. A decisão foi tomada pela Comissão Nacional para Refugiados (Conare) da Argentina.

 

Com isso, o brasileiro pode residir no país vizinho enquanto perdurar o status de refugiado, ficando impedidas medidas como deportação e extradição.
Joel é caminhoneiro, morador da cidade de Tubarão.

 Ele foi até Brasília em janeiro de 2023, e foi preso em flagrante nos atos do 8/1. Após isso, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 13 anos e seis meses de prisão, pelos crimes de abolição violenta ao estado democrático de direito, golpe de estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.

 

Prisão e decisão da Justiça na Argentina

Em novembro de 2024, a polícia argentina prendeu Joel, após determinação da Justiça do país, que acatou o pedido do STF. Ele foi preso em uma blitz, enquanto supostamente tentava fugir a caminho da Cordilheira dos Andes, no Chile.

Poucos mais de um ano depois da prisão, em dezembro de 2025, a Justiça argentina determinou a extradição de Joel e outros quatro brasileiros. O processo, porém, ainda não transitou em julgado.

 

Conare

O órgão que considerou Joel refugiado político é a Comissão Nacional para Refugiados (Conare). Vinculada ao Ministério da Segurança Nacional, o órgão também conta com integrantes do Ministério do Interior e da Justiça, além da participação consultiva de membros do Alto Comissariado para Refugiados das Nações Unidas (ACNUR), que não têm direito a voto.

A resolução da Conare deve ser encaminhada à Justiça argentina, que decidirá se segue o processo de extradição do brasileiro ou não.

 




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