
O governo federal anunciou a proibição de todas as bets no país por meio de uma medida provisória publicada na noite desta sexta-feira (25). A decisão, que já está em vigor, impede que os sites de apostas recebam qualquer novo aporte de dinheiro.
O presidente Lula, acompanhado de seis ministros, justificou a medida. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, as apostas online representam um problema de saúde pública e agravam o endividamento das famílias.
Nos dias 7 e 8 de outubro, as empresas deverão calcular o saldo restante individualizado por CPF de cada apostador e comunicar os bancos. A partir de 9 de outubro, as instituições financeiras iniciarão a devolução integral do saldo informado pelas bets.
Caso ocorra alguma dificuldade, a Caixa Econômica Federal receberá os recursos e intermediará a devolução para garantir que os apostadores recebam o dinheiro de volta, explicou o ministro.
Punições e fiscalização
A medida provisória estabelece um “dever de cuidado” para provedores de internet, plataformas digitais e lojas de aplicativos, que deverão impedir a circulação de conteúdos e serviços proibidos. O descumprimento pode gerar sanções, aplicadas pelo Ministério da Justiça, como:
· A fiscalização também será reforçada para impedir transferências de dinheiro para empresas de apostas. A publicidade de bets está proibida, e contratos já existentes devem ser suspensos até 5 de outubro.
· Projeto prevê prisão
· O governo enviou ao Congresso um projeto de lei para criminalizar a atividade. Se aprovado, o texto estabelece pena de quatro a seis anos de prisão para quem explorar ou operar as apostas. A publicidade para incentivar jogos poderá resultar em pena de dois a quatro anos e multa.
· A proibição abrange apostas de cota fixa, como as esportivas, e jogos on-line como o “jogo do tigrinho”, em que o resultado é desconhecido no momento da aposta.
· O setor reagiu à medida. O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) afirmaram que a proibição empurrará mais de 30 milhões de apostadores para o mercado ilegal, sem mecanismos de proteção. As entidades informaram que adotarão as providências cabíveis para reverter a decisão na Justiça.
Fonte: Tupi 96.5 FM
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