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Policial militar é baleado na perna por médico durante operação contra esquema de atestados falsos

O esquema usava documentos médicos falsos para conseguir prisão domiciliar de detentos

Publicada em 05/05/26 às 21:35h - 19 visualizações

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Operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco)  (Foto: Reprodução)

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) mobilizou forças de segurança em Santa Catarina e no Paraná na manhã desta terça-feira (5) para investigar um esquema de emissão de atestados médicos falsos utilizados para beneficiar detentos com prisão domiciliar.

Durante a ação, um policial militar foi baleado na perna após um dos alvos reagir à abordagem.

Segundo as informações, o suspeito é um médico investigado por supostamente participar do esquema criminoso.

O policial atingido foi socorrido e encaminhado ao hospital. O estado de saúde dele é estável e não há risco de morte.

A operação, denominada “Efeito Colateral”, cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina e do Paraná.

Ao todo, quatro pessoas foram presas temporariamente e uma teve a prisão preventiva cumprida. Durante as diligências, os agentes também apreenderam armas e dinheiro em espécie.

As investigações apontam que atestados médicos, exames e receituários eram produzidos de forma fraudulenta para simular doenças graves e justificar pedidos de liberdade ou prisão domiciliar de presos ligados a organizações criminosas.

De acordo com o Ministério Público, uma advogada também é investigada por atuar em conjunto com o médico na elaboração dos documentos falsos. O material era utilizado em processos envolvendo detentos do Complexo Penitenciário de Itajaí.

Os investigadores tiveram acesso a arquivos com imagens de documentos médicos e conversas entre os suspeitos, que reforçam os indícios das fraudes.

Ainda conforme o Gaeco, muitos dos beneficiados pelo esquema descumpriam as medidas impostas pela Justiça, rompendo tornozeleiras eletrônicas e passando à condição de foragidos.

Além dos profissionais investigados, também são alvos da operação detentos que receberam o benefício da prisão domiciliar e atualmente estão foragidos.

Os mandados foram cumpridos nas cidades de Camboriú, Itajaí, Balneário Camboriú, Barra Velha, Gaspar, Navegantes, Joinville, Itapema, Porto Belo, além de Pinhais e Pontal do Paraná, no Paraná.

 




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